10 de maio de 2013

Dragões e sua Magia


O que são dragões?



Dragões são seres magníficos que habitam um dos muitos planos astrais com os quais temos contato e que tocam nosso mundo de alguma maneira. 

Se os dragões alguma vez tiveram existência física neste plano é algo que não se pode afirmar, mas a universidade das lendas e mitos sobre esses seres nos leva a deduzir que eles fazem visitas freqüentes ao nosso plano desde a aurora da humanidade.

A lenda do encontro dos dragões com a espécie humana conta que, as magníficas criaturas vislumbraram a fragilidade e as potencialidades daquele ser desprovido de couraça, garras ou dentes pontudos, e em sua sabedoria, decidiram cuidar da nova espécie, a fim de ajudá-la a se desenvolver.

Mas os seres humanos se mostraram tão cruéis uns com os outros que os dragões começaram a achar que não valia a pena cuidar da humanidade e por isso foram se retirando mais e mais para seu próprio plano, até não serem mais avistados neste mundo.

No entanto, a mudança de comportamento de alguns humanos, que possibilitaram a volta da Deusa e o fortalecimentos dos movimentos ecológicos, fez com que alguns dragões se prontificaram a se aproximar da humanidade novamente, desde que a iniciativa partisse de nós.

Desde a aurora dos tempos, os dragões são atraídos pela magia que corre nas veias dos humanos, pois dentro de nós existe a centelha divina, e é por meio dela que os preparados podem ter contato com as criaturas dos diversos planos de existência, bem como os Dragões.

Os Dragões são seres sábios e poderosos, que possuem um código de ética extremamente rígido e levam muito a sério os compromissos que assumem ou que são assumidos com eles.

A prática da Dragon Magick, portanto, exige disciplina, comportamento ético em todas as áreas da vida, respeito pelo livre-arbítrio de outros seres, respeito e reverência pela vida e pelos compromissos assumidos.

O que é necessário para se praticar a Dragon Magick?


Antes de qualquer outra coisa, é preciso saber por que você quer praticar esse tipo de magia, se sua motivação básica é o respeito e o amor pelos dragões e pela magia, vá em frente, mas, se seu objetivo é ganhar poder para impressionar os outros, desista enquanto é tempo.

Se sua motivações forem dignas e seu desejo sincero, comece a aprofundar seu conhecimento e sua conexão com os elementos, adquira estatuetas e jóias de dragões, uma vez que eles são atraídos por pessoas que gostem deles e exibem com orgulho esse amor.

O ideal é que você tenha um altar exclusivo para a prática da Dragon Magick, com instrumentos consagrados apenas para esse fim. Você vai precisar dos instrumentos básicos, athame, bastão, cálice e pentagrama, um espelho, o caldeirão, e se possível uma espada.

O primeiro passo é estabelecer contato com os dragões, o que pode acontecer na sua primeira tentativa, ou levar semanas.

Esse primeiro contato é feito por meio de um ritual, que consiste basicamente em uma meditação com Tiamat, a Grande Mãe Dragão primordial.

No ritual você vai conversar com a Deusa, explicando sua vontade de se aproximar dos dragões e pedindo sua bênção para tanto. Uma vez que tenha obtido a bênção da Deusa, componha você mesmo um ritual no qual seja se aproximar e pedindo a um deles que seja seu companheiro mágico e guardião.

Ofereça incenso diariamente aos dragões, pois eles estão associados ao elemento fogo, e cante e dance com eles.

Quando um dragão se apresentar, criem um laço de amizade, amor e respeito mútuo com ele (ou ela). Passe algum tempo apenas estreitando esse laços. Convide-o a participar dos seus rituais, para que ele comece a fazer parte da sua vida mágica.

Quando sentir que sua conexão com ele está firme e plena, é hora de dar o passo seguinte. Peça a ele que o ajude a encontrar os instrumentos mágicos que você usará na prática da Dragon Magick.

Quando tiver os quatro principais, componha um ritual para sagrá-los: Trace o círculo, evoque a presença de seu Dragão Guardião e apresente-se às direções e aos dragões dos elementos, pedindo que eles o auxiliem em sua nova jornada mágica. Consagre, então seus instrumentos dentro desse círculo.

A partir daí, comece a estreitar seu contato com os dragões associados a cada elemento, medite com eles, dance e cante para eles, procure acender velas em seu altar todas as noites, como uma homenagem aos dragões.

Comece a evocá-los sempre que fizer magia, pedindo que eles acrescentem sua energia a seus feitiços e rituais. Você verá que eles começarão a lhe ensinar coisas , a propor trabalhos e novas idéias mágicas e a ajudá-lo a encontrar livros e outras fontes que auxiliem no seu desenvolvimento mágico.

Eles estarão sempre presentes na sua vida, desde que você tenha atitudes coerentes e permaneça fiel ao seu próprio código de ética.

Os dragões são protetores fantásticos! Se você conseguir fazer amizade com um deles, terá um protetor leal para toda a vida. Mas eles também são seres dotados de pouquíssima paciência quando se trata de pessoas indisciplinadas, preguiçosas, hipócritas e falsas , e tendem a demonstrar seu desagrado de maneiras bastante evidentes.

Há quem acredite que a amizade com um dragão é para sempre, não apenas para esta vida, mas para todas as futuras, por toda a eternidade e além. Por isso, pense muito bem antes de se decidir a trabalhar com eles.

Os dragões já se decepcionaram uma vez com os seres humanos. Não vamos deixar que isso aconteça outra vez.

5 de maio de 2013

A Bruxaria e o Diabo dos Cristãos

Trecho do livro Wicca: A Feitiçaria Moderna, O Livro das Ervas Magias e Sonhos - Gerina Dunwich

As raízes espirituais de Wicca remontam à era paleolítica, quando as deidades da Natureza eram adoradas por todos. Contudo, como resultado da influência do Cristianismo, da propaganda anti-bruxaria da Igreja e com modificação da tradição folclórica, os sacerdotes e sacerdotisas dos primeiros tempos foram transformados em feiticeiros e feiticeiras do diabo da Idade Média. Como a História claramente comprova, era comum o fato de os deuses e deusas de uma religião serem transformados em diabos e demônios da seguinte. Sem dúvida alguma, este foi o caso da Religião Antiga e do Cristianismo. 

Infelizmente, como resultado das concepções deliberadamente erradas, popularizadas pelo domínio cristão, dos meios de comunicação atuais, dos filmes de horror, das conferências e outros eventos, muitas pessoas mal-informadas e que não estão familiarizadas com as práticas atuais e a filosofia de Wicca acreditam que todos os Bruxos são maus. (Algumas até não acreditam que as Bruxas existem.) Várias pessoas, vítimas de ignorância e/ou de uma lavagem cerebral religiosa, acreditam que os Bruxos e os Pagãos modernos estão envolvidos de uma maneira ou de outra com o Satanismo e que realizam sacrifícios sangrentos aos deuses antigos ou ao Diabo cristão. Isso é um absurdo, e, de forma alguma, é verdadeiro!

Os Wiccanianos definitivamente não defendem o sacrifício humano ou animal e nem a morte de qualquer ser vivo como oferenda a uma divindade, e, até onde existe uma relação entre os Bruxos e o Satanismo, a verdade é que os Bruxos verdadeiros não o adoram, não recebem seus poderes, não assinam pactos ou vendem sua alma ao Diabo. Na verdade, os Bruxos nem sequer compreendem a existência do Diabo como ela é definida pela religião cristã!

O Diabo é um instrumento de propaganda anti-pagã inventada pela igreja cristã. Ele nunca existiu na literatura escrita antes do Novo Testamento. A Arte é uma religião pré-cristã que já existia há muito tempo antes da Igreja ou do seu conceito de Satã, o qual nunca foi adorado como deidade da Religião Antiga. O Diabo é estritamente parte do sistema de crença cristão e não da religião telúrica e de amor à Natureza de Wicca.

3 de maio de 2013

Magia dos Brincos Colares e Aneis



Por mais incrível que pareça, as origens das joias estão na magia, o que surpreende muitas pessoas, porém não deveria, pois quase todos os costumes e tecnologia existente foram criados a partir das antigas práticas e crenças mágicas. 

Os primeiros adornos e joias tinham a finalidade de afastar a negatividade, evitar o contato das entidades ruins com as “entradas para o corpo”, fato este comprovado por achados interessantes em tumbas antigas, como dos egípcios, nas quais eram acrescentadas diversas joias, além dos demais bens do morto, nas tumbas e sarcófagos. 

Com o passar do tempo, o manejo de cristais, pedras preciosas e de metais veio se aperfeiçoando, bem como a percepção das energias contidas nestes materiais, dos quais muitos começaram a serem utilizados para proteção pessoal, tratamentos contra dores, para atrair o amor, a saúde, o dinheiro e outras necessidades da vida e até curar. 

Quando a mineração, a metalurgia e a lapidação ficaram mais sofisticadas, peças criadas artificialmente começaram a ser empregadas em magia, visto que o materialismo começou a se sobrepor ao naturalismo, as joias tornaram-se simplesmente ornamentos e na maioria das vezes, uma definição de classe social. 

Ainda resiste em algumas Tradições a utilização de joias e adornos como instrumentos mágicos, visto que a sociedade em geral esqueceu todo o simbolismo que cada peça de adorno possui, por exemplo, nos casamentos e noivados. 


Anéis 

O anel é um círculo (tradicionalmente, pois já vi muitos modelos quadrados), simboliza a eternidade, a unidade, a reencarnação e o universo, associado ao Sol e à Lua, era um objeto protetor, um guarda mágico que mantinha a negatividade longe por meio de sua continuidade. 

Usar um anel, num sentido mágico, "amarra-o" com poder e energia. Esse simbolismo de envolvimento com o anel era tão onipresente e aceito que os anéis logo sofreram restrições religiosas e mágicas. 

Sacerdotes de várias divindades da Grécia e Roma antigas retiravam seus anéis antes de entrar nos locais sagrados. Alguns estavam eternamente proibidos de usá-los. Durante uma viagem a um oráculo nos tempos antigos, não se comia carne, o sexo era proibido e não se usavam anéis.Mesmo hoje, alguns xamãs removem todos os nós e anéis de seus corpos antes do ritual mágico. Pelo fato dos anéis manterem as energias no corpo, pensava-se também que inibiam a sua liberação. 

Por serem extremidades sensíveis de nosso corpo, ao usarmos adequadamente os anéis, elevamos ao máximo o poder mágico de nossos dedos. 

Nos próprios dedos temos possibilidade de extrair energias positivas como facilitadoras para a nossa vida. 

Essa energia que cito já era conhecida por vários povos antigos, tais como babilônios e caldeus, cujos sacerdotes usavam anéis de ouro e pedras preciosas como instrumentos de alta magia. 

Para que obtenhamos o efeito mágico de anéis não há necessidade alguma de que os mesmos passem por cerimônias de consagração. Talvez o único segredo seja usar anéis confeccionados com pedras que estejam associadas ao planeta que corresponde a cada dedo, objetivando que a energia do planeta em questão se manifeste positivamente em nossa vida. 







DEDO MÍNIMO 


Regido por Mercúrio, planeta associado à magia e ao conhecimento, à comunicação e ao ensino. 

Neste dedo é aconselhável usar ANÉIS DE CITRINO (aumentam a capacidade de comunicação, especialmente de quem trabalha com o comércio). 

PIRITA DOURADA (facilitador de comunicação com outros planos) ou AMETISTA (pedra da espiritualidade para aumentar a intuição e desenvolver poderes mágicos) 






DEDO ANULAR 


Regido pelo sol, planeta associado ao brilho, ao esplendor e ao sucesso profissional e pessoal. Aconselhável usar neste dedo anéis de GRANADA (para ajudar a vencer os obstáculos, além de aumentar o charme e sensualidade), PEDRA-DO-SOL (atrai sucesso, reconhecimento profissional, brilho e prestígio) ou AGATÁ-DE-FOGO (proporciona vitalidade e poder de
liderança). A aliança de OURO também é indicada para este dedo, pois o ouro é um metal relacionado ao sol e tem o poder de conferir durabilidade ao casamento. 





 DEDO MÉDIO




Regido por Saturno, planeta associado à responsabilidade e a sabedoria adquirida com a experiência. 

Recomendável usar neste dedo anéis de ÔNIX (aumenta a concentração e ajuda a solucionar problemas herdados de outras encarnações)

HEMATITA (transforma as energias negativas em positivas) ou a TURMALINA NEGRA (afasta as más vibrações). 









DEDO INDICADOR 

Regido por Júpiter, planeta associado à expansão e a vitória. Use nesse dedo anéis de cristal branco (ajuda a ampliar os horizontes, atrai bênçãos e ajuda a superar os obstáculos do dia-a-dia) 





DEDO POLEGAR 

Está associado ao livre-arbítrio. NÃO CONVÉM USAR NENHUM ANEL NESTE DEDO, pois nenhum fator externo deve influenciar a sua vontade. 



Colares 


O colar é simplesmente um anel longo usado ao redor do pescoço. Seus poderes e usos são muito parecidos com os do anel. Por serem geralmente usados próximo ao coração, trabalham as emoções ou atraem e reforçam o amor. 

Na Wicca contemporânea, as mulheres muitas vezes usam colares de pedras para representar a reencarnação e a Deusa. O uso de um colar de pedras aumenta suas energias porque você está se cercando (amarrando) com seus poderes. Assim, um colar é muito mais poderoso do que qualquer outra pedra usada separadamente. 



Brincos 

Os brincos já foram usados para proteger as orelhas da negatividade e da doença. Mais tarde, se tornaram um símbolo da escravidão, pois os escravos tinham brincos definindo seu status. Eles são anéis usados nas orelhas. 

Perfurar os lóbulos para usar brincos é um costume antigo. A maioria dos pontos do corpo já foi perfurada por várias razões mágicas e religiosas através dos tempos. As orelhas foram as primeiras, junto com o nariz, que ainda o é na Índia por motivos cosméticos e de proteção. O folclore também está presente nessa prática. 

Perfurar as orelhas é geralmente recomendado para reforçar olhos fracos - as esmeraldas são particularmente eficientes. Brincos de ouro são usados muitas vezes por aqueles que desejam curar dores de cabeça, embora alguns aconselhem usar um de ouro e outro de prata para essa finalidade. 



Fonte: Wicca Ipatinga 

Enciclopédia de Cristais, Pedras Preciosas e Metais – Scott Cunnigham.

29 de abril de 2013

A Carga da Deusa


Ouçam as palavras da Grande Mãe, que, em tempos idos, era chamada de Ártemis, Astartéia, Dione, Melusiana, Afrodite, Ceridwen, Diana, Arionrhod, Brígida e por muitos outros nomes: 

Quando necessitar de alguma coisa, uma vez no mês, e é melhor que seja quando a lua estiver cheia, deverá reunir-se em algum local secreto e adorar o meu espírito que é a rainha de todos os sábios. 
Você estará livre da escravidão e, como um sinal de sua liberdade, apresentar-se-á nu em seus ritos. 
Cante, festeje, dance, faça música e amor, todos em minha presença, pois meu é o êxtase do espírito e minha também é a alegria sobre a terra. 
Pois minha lei é a do amor para todos os seres. 
Meu é o segredo que abre a porta da juventude e minha é a taça do vinho da vida, que é o caldeirão de Ceridwen, que é o gral sagrado da imortalidade. 
Eu concedo a sabedoria do espírito eterno e, além da morte, dou a paz e a liberdade e o reencontro com aqueles que se foram antes. 
Nem tampouco exijo algum tipo de sacrifício, pois saiba, eu sou a mãe de todas as coisas e meu amor é derramado sobre a terra. 

Atente para as palavras da Deusa estelar, o pó de cujos pés abrigam-se o sol, a lua, as estrelas, os anjos, e cujo corpo envolve o universo: 

Eu que sou a beleza da terra verde e da lua branca entre as estrela e os mistérios da água, invoco seu espírito para que desperte e venha até a mim. 
Pois eu sou o espírito da natureza que dá vida ao universo. 
De mim todas as coisas vêm e pra mim todas devem retornar. 
Que a adoração a mim esteja no coração que rejubila, pois, saiba, todos os atos de amor e prazer são meus rituais. 
Que haja dentro de você, beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, júbilo e reverência. 
E você que busca conhecer-me, saiba que sua procura e ânsia serão em vão, a menos que você conheça os mistérios: 
Pois se aquilo que busca não se encontrar dentro de você, nunca o achará fora de si. 
Saiba, pois, eu estou com você desde o início dos tempos, e eu sou aquela que é alcançada ao fim do desejo.

A Carga do Deus


Ouçam as palavras do Grande Pai, que antigamente era chamado de Osiris, Adônis, Zeus, Thor, Pan, Cernunnos, Herne, Lugh, e por muitos outros nomes. 

Minha lei é Harmonia com todas as coisas. 
Meu é o segredo que abre os portões da vida 
e minha é a tigela de sal da terra que é o corpo de Cernunnos, o eterno ciclo de renascimento. 
Eu dou o conhecimento da vida eterna, e depois da morte eu dou a promessa de regeneração e renovação. 
Eu sou o sacrifício, o pai de todas as coisas, e minha proteção cobre a terra. 

Ouçam as palavras do Deus dançante, a música de cuja risada move os ventos, cuja voz chama as estações: 

Eu que sou o Senhor da Caça e o Poder da Luz, 
o sol entre as nuvens e o segredo da chama, 
eu chamo os vossos corpos a virem a mim. 
Pois eu sou a carne da terra e todos os seus seres. 
Através de mim todas as coisas 
devem morrer e comigo renascem. 
Que minha adoração esteja no corpo que canta, pois ouçam: todos os atos de sacrifício voluntário são meus rituais. 
Que haja desejo e medo, fúria e fraqueza, alegria e paz, temor e ânsia em ti. 
Pois estes também fazem parte dos mistérios encontrados dentro de ti, dentro de mim, todos os inícios têm términos, e todos os términos têm inícios. 

Ouçam as palavras do Deus Cornífero, o Guardião de todas as coisas selvagens e livres, e Guardião dos Portais da Morte, a cujo Chamado todos devem responder: 

Eu sou o fogo em teu coração. 
O anseio da tua Alma. 
Eu sou o Caçador de Conhecimento e o 
Buscador da Verdade Sagrada. 
Eu que estou na escuridão da luz, 
eu que sou Aquele que tu chamas de Morte. 
Eu sou o Consorte e Companheiro Daquela que adoramos; venham a mim. 
Atendam ao meu chamado, meus amados, venham a mim e aprendam os segredos da morte e paz. Eu sou o milho ceifado e o fruto na árvore. 
Eu sou Aquele que te leva para casa. 
Açoite e Chama, Lâmina e Sangue, estes são meus presentes. 
Venham a mim na floresta selvagem e no topo das colinas, e procurem-me no Esplendor da Escuridão. 
Eu que fui chamado de Pan, Herne, Osiris e Hades, 
falo contigo em tua busca. 
Vem dançar e cantar, vem viver e sorrir, pois vejam:
 esta é minha adoração. 
Vós sois meus filhos e eu sou vosso Pai. 
Nas asas velozes da noite, sou eu que vos deixo aos pés da Mãe para renascer e retornar. 
Tu que pensas em me procurar, saibas que eu sou o vento indomável, a fúria da tempestade e a paixão da tua Alma. 
Busca a mim com orgulho e humildade, 
mas busca a mim melhor com amor e força. 
Pois este é o meu caminho,
 e eu não amo o fraco e o medroso. 
Ouve o me chamado nas longas noites de inverno e nós reuniremos para guardar Sua Terra enquanto Ela dorme.

As Faces do Deus



Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. 

Na wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida.

Abaixo segue a descrição simplificada das faces do Deus:

Cornífero 

É a face do Deus que exerce domínio sobre as florestas. Ele é a representação da Natureza intocada e de tudo o que é livre, aspecto em que o Deus assume a face de Caçador e representa a renovação, virilidade, força, fertilidade e vitalidade. 

Os associados à face de Cornífero do Deus: Cernunnos, Pan, Dionísio, Esus, Odin 

Temas de rituais que usam o aspecto de Cornífero do Deus: 
Resgatar energia e proteção. 
Atrair coragem, garra e vigor. 
Começar um novo trabalho ou qualquer outro empreendimento. 
Trazer fertilidade e gravidez. 
Requerer o senso de comunidade ou família. 
Livrar-se de estresse. 
Invocar os poderes da fartura e prosperidade. 
Atrair o vigor sexual. 
Aumentar a percepção, os sentidos e instintos. 

Green Man 

O segundo aspecto do Deus é o Homem Verde, visto como um homem coberto de folhas, Ele é o Senhor da Colheita e de toda a Natureza cultivada, relacionado aos grãos e ao desenvolvimento da agricultura, exercendo domínio sobre a vida e o crescimento das plantas. 

Ele que nos traz a alegria, a felicidade, pois está associado aos excessos e ao êxtase provocado pelo vinho, assumindo principalmente o papel de Filho e Amante da Deusa. 

Os exemplos associados à face do Homem Verde do Deus são: Green Man, Baco, Dionísio e Sileno. 

Temas de rituais que usam a face de Homem Verde do Deus: 
Invocar a mudança da essência de espírito. 
Invocar a energia de descontração. 
Atrair felicidade. 
Estabelecer transformações necessárias. 
Atrair o otimismo e a alegria. 
Invocar as energias de expansão e prosperidade. 
Aumentar a sensualidade, o erotismo e a espontaneidade. 
Libertar-se dos grilhões impostos pela sociedade. 
Abrir os caminhos para atrair oportunidades na vida. 
Atrair a jovialidade e o entusiasmo. 

O Ancião 
 
O Ancião representa o conhecimento acumulado e a sabedoria, o qual exerce domínio sobre os conhecimentos ocultos e sobre a Magia. 

Ele é o Deus das Sombras, aquele que conduz as almas dos homens ao Outro Mundo, relacionado ao início das civilizações. 

Os exemplos associados à face de Ancião do Deus são: Dagda, Cronos, Teutates e Pluto. 

Temas de rituais que usam de Ancião do Deus: 
Atrair conhecimento de todas as ordens. 
Entrar em contato com a sabedoria ancestral 
Aumentar o poder de magia inerente a cada um de nós. 
Encontrar soluções para os problemas. 
Transmutar energias. 
Transformar situações 
Banir energias maléficas. 
Afastar inimigos e pessoas indesejadas. 
Afastar o azar. 
Revelar segredos. 
Estabelecer ligação com o inconsciente. 
Necessitar de proteção.

28 de abril de 2013

As faces menos conhecidas da Deusa



O aspecto menos compreendido da Grande Mãe - e, por isso, o mais temido - é a Deusa Negra, a Face Ceifadora.

Assim como a Donzela, a Mãe e a Anciã regem etapas do eterno ciclo da vida - do nascimento (plantio), amadurecimento (florescimento e frutificação) e do inevitável declínio, a Deusa Negra encerra o ciclo e representa a decomposição e a morte.

Como Ceifadora, ela é a destruidora de tudo que esgotou seu tempo, de tudo que cumpriu sua finalidade e não serve mais. É ela quem limpa a terra após a colheita para o repouso necessário à germinação de novas sementes. Seu poder é da Lua Negra, dos mistérios ocultos na escuridão, do vazio e do silêncio que antecedem o surgimento da luz, o raiar do dia e o começo de um novo ciclo. Ela ensina que sem morte não há renascimento, sem fim não pode haver um novo começo, sem dissolução do velho não há a renovação.

Como mestra da escuridão, ela orienta e conduz ao encontro da “sombra”, o aspecto perturbador e renegado do próprio ser. Se você pedir sua ajuda e tiver a coragem de mergulhar nas profundezas de seu mundo interior para descobrir, encarar, reconhecer e aceitar sua sombra, você encontrará sua autêntica identidade, livre das máscaras da personalidade. Confrontar, contemplar e assimilar o poder da sombra representam a verdadeira iniciação nos mistérios da Deusa Escura e da Lua Negra, iniciação que exige, como preço, mudanças, transformações e novos rumos. "Abraçar a sombra" significa aceitar-se assim como você realmente é - mescla de dor e alegria, medo e coragem, conquistas e perdas, sucessos e fracassos, acertos e erros, luz e sombra. Somente assim encontrará seu verdadeiro e completo poder de mulher e a integração de sua totalidade.

São manifestações da Deusa Negra: Hécate, Kali, Baba Yaga, Lilith, Cailleach, Morrigan, Hel, Ran, Sekhmet, Ereshkigal, Coatlicue.

Outro aspecto que foge da costumeira manifestação da Deusa Tríplice, relacionada à lua crescente, cheia e minguante, é a Rainha, conhecida como a Imperatriz e as rainhas dos naipes do Tarot.

Esta face da Deusa corresponde à fase da lua balsâmica, entre a lua minguante e a negra. Ela rege a maturidade, entre os 40 e os 50 ou mais anos, da mulher que ultrapassou ou negou a fase da maternidade, que está no auge e plenitude de sua expressão, afirmação e realização, mas que ainda não atingiu a sabedoria da Anciã.

Nessa fase, chamada de pré-climatério, ocorrem mudanças no corpo físico, a mente torna-se inquieta, os pensamentos são voláteis e tumultuados, a percepção é aguçada, a sensibilidade exacerbada, as emoções em conflito. É um período de inquietação e aparentes contradições, de mudanças de gostos e atitudes, de busca de “algo” vago ou indefinido no campo espiritual, profissional ou afetivo. Surgem temores em relação ao futuro, o medo do desconhecido, a preocupação com o envelhecimento, ainda mais em uma sociedade que enaltece o valor e o viço da juventude.

Dependerá da mulher passar por esta fase com dor ou com a alegria de quem já venceu batalhas, cumpriu deveres, plantou e colheu e está se aproximando de um tempo de paz e realização interior, com a segurança da experiência e as promessas de futura sabedoria.

Abençoar esta fase, rever o passado e transmutar os resíduos com o auxílio da Deusa Negra, agradecer à Donzela e à Mãe pelo plantio e a colheita, são medidas recomendáveis que abrem as portas para a Grande Mudança, quando seu sangue não mais será vertido, mas retido em seu ventre, e quando o tempo assinalará sua coroação - não mais como Rainha, mas como uma Sábia Mulher Coroada, herdeira das Matriarcas e das Mães de Clã do passado ancestral.