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28 de abril de 2013

42 Princípios de Maat, a Deusa Egípcia

Na religião egípcia, Maat é a deusa da verdade, da justiça, da retidão e da ordem, responsável pela manutenção da ordem cósmica e social, filha (ou mãe) de  e esposa de Toth (alguns escritores defendem que o deus-lua Toth era o irmão de Maat).

Ela é representada como uma mulher jovem ostentando uma pluma de avestruz na cabeça, a qual era pesada contra o coração (alma) do morto no julgamento de Osíris.

Os 42 princípios de Maat revelam as ideias da verdade e da justiça, escritos cerca de 2 mil anos antes de Cristo, todos os egípcios os tinham decorado.

esses princípio serviam como base (quase cópia) para os 10 mandamentos do Cristianismo, porém com algumas alterações.


No original esses 42 mandamentos, ou princípios de Maat eram precedidos de EU NÃO... Por isso são chamados de a Confissão Negativa ou Declarações de pureza.

Os egípcios acreditavam que, quando eles morressem, suas almas seriam julgados por esses princípios.

Os 42 Princípios de Maat ou os Mandamentos Egípcios.

1- Ouça-me Usekh Nemmat. Eu não causei o mal.
2 – Ouça-me Hepet Shet. Eu não roubei.
3 – Ouça-me Fenti. Eu não fiz o errado em lugar de fazer o que era correto.
4 – Ouça-me Am Khaibit. Eu não furtei. 
5 – Ouça-me, Neha Her. Eu não matei. 
6 – Ouça-me Ruti, que vem dos dois horizontes, Shu e Tefnut, Eu não distorci minha voz.
7 – Ouça-me Ariti-ef Shet. Eu não cometi fraude. 
8 – Ouça-me Neba, que chega e vai. Eu não profanei locais sagrados.
9 – Ouça-me Set Qesu. Eu não falei mentiras. 
10 – Ouça-me Khemi, que vem do santuário oculto. Eu não aceitei suborno.
11 – Ouça-me Uadj Nesert. Eu não fiz sexo com crianças.
12 – Ouça-me Her-ef Ha-ef. Eu não roubei comida. 
13 – Ouça-me Qereti, Eu não comi meu coração.
14 – Ouça-me Taret. Eu não poluí meu caráter com falsidade.
15 – Ouça-me, Hedj Abehu. Eu não poluí terras férteis. 
16 – Ouça-me, Unem Snef. Eu não matei os animais sagrados. 
17 – Ouça-me, Unem Besku. Eu não traí segredos.
18 – Ouça-me, Neb Ma’at. Eu não falei mais do que devia.
19 – Ouça-me, Tenemi. Eu não discuti sem razão.
20 – Ouça-me, Anti. Eu não me deixei dominar pela ira. 
21 – Ouça-me Tutut-ef. Eu não extorqui.
22 – Ouça-me Uamemti. Eu não me permiti ser usado por outras pessoas.
23 – Ouça-me Ma Antef. Eu não me deitei com quem estava comprometido com outra pessoa. 
24 – Ouça-me, Heru Serui. Eu não aterrorizei outras pessoas.
25 – Ouça-me Neb Sekhem. Eu não usei minhas palavras para o mal.
26 – Ouça-me Shet Keru. Eu não me desviei do meu caminho. 
27 – Ouça-me Nekhen. Eu não causei sofrimento deliberado.
28 – Ouça-me Kenemti. Eu não caluniei.
29 – Ouça-me An Hotep-ef. Eu não agi com violência desnecessária.
30 – Ouça-me Ser Khru. Eu não fui duro demais em meu julgamento.
31 – Ouça-me Neb Heru. Eu não ataquei os ensinamentos dos Deuses.
32 – Ouça-me, Serekhi. Eu não fiz fofoca.
33 – Ouça-me Neb Abui. Eu não aprovei o mal ou me calei diante dele.
34 – Ouça-me Nefertum. Eu não traí meu país.
35 – Ouça-me Atum Sep. Eu não polui as águas. 
36 – Ouça-me Ari-em Ab-ef. Eu não exaltei minha própria voz.
37 – Ouça-me Ihy, Eu não desrespeitei os Deuses.
38 – Ouça-me Uadj Rekhyt. Eu não traí meus votos.
39 – Ouça-me Neheb Neferet. Eu não destruí templos sagrados.
40 – Ouça-me Neheb Kau. Eu não desrespeitei os ancestrais.
41 – Ouça-me Djeser Tep. Eu não tirei da boca das crianças.
42 – Ouça-me An a-ef. Eu não desrespeitei o sagrado alheio.

15 de abril de 2013

Mitologia Nórdica

Algumas das divindades Nórdicas.


BALDER 

Conhecido como do Deus Radiante e da Bondade, filho de Odin e Frigg, casado com Nanna. 
Ele é também considerado o Deus da Sabedoria, tanto que quando dava sua opinião sobre qualquer assunto, nunca era alterada, visto sua perfeição. 
Conta o mito que certa vez, Balder teve sonhos estranhos, pressagiando sua própria morte, e ao contar o acontecido para sua mãe, esta resolve pedir a todas as coisas e a todos os seres que lhe jurem jamais causar mal a seu filho Balder, começa sua jornada pelo fogo e pela água, passa pelos metais, pelas pedras, árvores, animais, pássaros, percorrendo então todos os reinos da natureza. 
Assim que tudo e todos juram, os Deuses, reunidos em Gladsheim, resolvem testar à recém-adquirida invulnerabilidade de Balder, atiraram-lhe pedras que não o feriram, atacaram-no com uma espada que se desviou de seu coupo, lançaram-lhe uma flecha que parou no ar, e assim por diante. 
Loki observava tudo de certa distância, e por sua natureza, fica irritado com os privilégios de Balder, e resolve descobrir se existe algo possível de atingir o Deus. 
Transformou-se em uma velha senhora de aparência amigável, e foi falar com Frigg, sendo que esta lhe conta que nem tudo fez o juramento que procurava, pois havia um pequeno feixe de visco que ficava a oeste de Valhalla, o qual considerou muito jovem para comprometer-se com tal juramento. 
Sabendo disso, Loki vai até o ramo de visco e o colhe, fazendo com ele um dardo, o qual entrega para Hod, o irmão cego de Balder, que logo lhe avisa não poder testar o dardo em seu irmão por não saber onde jogar. Loki prontamente se dispõe a ajudar Hod, colocando-o na direção correta. Assim que Hod lança o dardo, ele trespassa Balder, e este cai morto, o que fez com que os outros Deuses culpassem Loki pela morte do Deus, mas não se atrevem a matá-lo no santuário onde estavam, deixando que Loki fugisse. 
Com a morte de Balder, anuncia-se o presságio da vinda do Ragnarok – Destino Final dos Deuses. 

FREYJA 

A maior das Deusas da Fertilidade, do Amor e da Morte (sempre que visita o mundo dos motos, ela volta de lá com o poder de desvendar o futuro), Filha de Njord e irmã de Freyr, tinha sido esposa de Odin, que a trocou por Frigg, pois porque ele achou que ela gostava mais de adornos do que dele. 
Freyja é representada várias vezes viajando numa carruagem puxada por dois gatos. 
Conta o mito que, certa vez, Freyja se encantou por um colar de ouro de incrível beleza, chamado o Colar de Brisings, pertencente e confeccionado por quatro anões que viviam em uma caverna. 
Freyja teria insistido aos anões que lhe vendesse o colar, porém os habilidosos artífices só o entregariam à Deusa por um preço, que ela dormisse com cada um deles, preço este aceito pela Deusa. 
Loki fica sabendo do acontecido e corre contar para Odin, que ao ouvir as desventuras da ex por um colar, fica furioso e ordena que Loki tome o colar de Freyja. 
Freyja é conhecida por sua incrível beleza, bem como cobiçada por ela, tanto que os gigantes que construíram as muralhas de Asgard, a pediram como pagamento pelo serviço. 

FREYR 

Casado com Gerd, filho de Njord e Skadi, irmão de Freyja, que juntamente a ela é o maior Deus da fertilidade, pois seria a divindade que controla o brilho do sol e a precipitação da chuva e propicia a fertilidade da terra, trazendo a paz e a prosperidade para os homens, bem como é o patrono da Suécia e da Islândia. 
O mito aponta que Freyr era um Vanir originalmente, mas foi aceito entre os Aesir depois da guerra entre as duas raças de deuses. 
Entre outro fatos, conta a lenda que Freyr teria como um de seus tesouros, um navio mágico chamado Skidbladnir, que teria sido feito pelos anões, sendo que pode ser dobrado e colocado no bolso; um elmo de ouro chamado Gullinbursti, cujo timbre é um javali; e o seu cavalo Blodighofi (Casco Sangrento) que não teme o fogo, e a lendária espada mágica que movia-se sozinha,porém esta foi perdida durante uma batalha com os gigantes. 

FRIGG 

O mito conta que Frigg era cultuada e amada pelos nórdicos tanto quanto o próprio Odin, seu marido. Seu nome é originário do dia da semana em inglês Friday, Sexta-feira - Dia de Frigg. 
Frigg é a mãe de Balder, e quando seu filho começou a ter sonhos premonitórios sobre a própria morte, ela percorreu todos os reinos da Natureza, pedindo a tudo e a todos que jurassem jamais causar dano a Balder. 
Depois de uma árdua caminhada, encontrou um pequeno feixe de visco, que crescia a oeste de Valhalla, tão jovem que julgou desnecessário pedir-lhe que fizesse o juramento. 
Então, enganada por Loki transmutado em uma velha, revela a única coisa eu poderia ferir Balder mortalmente. O que ocasionou a morte de seu filho. 

HEIMDALL 

Mesmo sendo um dos Deuses mais importantes, sua origem não pode ser determinada, sendo um tanto obscura, pois consta que ele é filho de nove donzelas, nove ondas, filhas de Aegir . 
Heimdall é o Deus da Luz, chamado de Deus Reluzente de Dentes de Ouro, aquele que possui os sentidos altamente apurados, pois conta a lenda que ele podia ver até cem milhas de dia ou de noite, ouvir a relva a crescer no chão e a lã a crescer no corpo dos carneiros, além disso, o tempo de sono de um pássaro era o suficiente para repor suas energias. 
Possuidor de tantas dádivas, foi honradamente escolhido pelos Deuses como o Guardião Sentinela da Ponte Bifrost (Ponte do Arco-íris). 
Entre os Deuses, Heimdall é o único que pode ver claramente todas as artimanhas e tramas de Loki, o que o tornou seu maior inimigo. 
O mito entre as desavenças entre Loki e Heimdall aponta que no momento do Ragnarok, Heimdall tocará sua trombeta chamada Gjall, convocando todos os Deuses para a batalha final, momento em que enfrentará Loki, e ou um ou outro terá que exterminar seu oponente. 

LOKI 

Filho dos gigantes Faubarti e Laufey, versões do mito dão conta de Loki como irmão de criação de Odin, e outras apontam o mesmo como filho adotivo de Odin. 
A esposa oficial de Loki é Sigyn, com UEM teve dois filhos, Vali e Narvi, porém tem como amante uma giganta de nome Angrboda – Portadora de Sofrimento, com a qual grea Jormungand – a serpente de Midgard, o pavoroso lobo Fenrir e Hel – a Morte. 
Loki é descrito como tendo aparência agradável, corpo trabalhado, com poderes extraordinários de se metamorfosear no que ele quiser. 
Loki é chamado de O Astuto, O Embusteiro, O Viajante dos Céus, e com o passar dos acontecimentos, as características malévolas de Loki vão se acentuando e se sobressaindo, como na oportunidade em que, sem nenhuma razão aparente, provoca a morte de Balder, o que provoca a fúria dos demais Deuses. 
Assim, para fugir da investida dos Deuses que o cassam pela morte de Balder, Loki constrói para si uma casa invisível e esconde-se nela, mas como nada pode escapar ao olhar vigilante de Odin, ele é localizado e para fugir transforma-se em um salmão e mergulha no fundo da Cascata de Franang, porém é capturado com uma rede. 
Consternados pelos crimes impunes de Loki, os Deuses resolvem transformar Vali (um dos filhos de Loki) em um lobo, o qual incitam para matar Narvim (outro filho de Loki), utilizando suas víscerasi para amarrar Loki a uma pedra dentro de uma caverna. Como por um toue do destino, as vísceras endurecem como ferro e prendem Loki de um modo impossível para ele se soltar. 
Além de todo esse sofrimento, amarraram uma serpente a uma estalactite acima de Loki, de modo que seu veneno fique pingando no seu rosto. Sigyn permanece na caverna segurando uma bacia sobre a cabeça do marido, recebendo os pingos do veneno, porém quando a bacia se enche, ela vai esvaziá-la numa fenda de rocha, e o veneno pinga no rosto de Loki, causando dores atrozes. 

MIMIR 

O mito conta que Mimir era um do Deuses da raça dos Aesir, o qual era o mais sábio de todos, que tria ido até os Vanir para estabelecer um trégua na guerra entre as raças. 
Apesar de muito sábio, Mimir era muito egoísta e nunca partilhava de sua sabedoria com dos demais, o que criava muitas intrigas e ódio entre os Deuses, o que culminou em sua morte por decapitação pelos Vanir. 
Odin, líder dos Vanir decide preservar a cabeça de Mimir, embalsamando-a, e a coloca junto á fonte na base da raiz de Yggdrasill, fonte da qual Odin bebe para adquirir toda a sabedoria, deixando como pagamentoum dos seus próprios olhos. 
Aponta o mito que na fonte onde a cabeça de Mimir foi colocada, está também os ouvidos de Heindall, o guardião da Bifrost, o que lhe dava a capacidade de ouvir tudo o que acontece nos mundos acima e abaixo da árvore da vida. 

NORNAS 

Três Deusas do Destino, aquelas que cuja função é controlar a Sorte, o Azar e a Providência dos homens e dos Deuses, bem como zzelar para que as leis sejam cumpridas e preservadas nos mundos existentes. 
Nascidas da fonte de Urô, a fonte da vida, local onde cresce a Yggdrasill, que é guardada por elas, tanto que todas as manhãs faziam chover hidromel em suas raízes para que suas folhas permanecessem sempre verdes. 
São representadas pela virgem, a mãe e a anciã, sendo Urd (passado) é muito velha e vive olhando para trás, por sobre os ombros, suas obrigações está guardar os mistérios do passado e não fornecer as chaves dos segredos antigos; Verdandi (presente) é uma mãe e olha sempre para o presente e tudo que acontece é tecido por seus pensamentos, ela representa o movimento, a continuidade; e Skuld (futuro), representada por uma virgem, sendo que profecias e adivinhações estão relacionadas a ela, vista sempre com uma capa que lhe cobre a cabeça e possui um pergaminho fechado sobre seu colo, o qual contém os segredos do futuro. 

ODIN 

Considerado o senhor da guerra, senhor de todos os Deuses, portador de toda sabedoria, que segundo o mito foi trocada por um de seus olhos – preço para poder beber da fonte de Mimir, na base da raiz da Yggdrasill. 
Odin é o mais sábio dos deuses, senhor dos mistérios, da magia, da ciência, da poesia; padroeiro dos advindos; senhor das runas, a escrita mágica; e também é chamado de Deus dos Mortos, pois é ele quem preside, em Valhalla, os banquetes dos heróis mortos em batalha que lá estão à espera do Ragnarok. 
Odin é conhecido por vários nomes, entre eles, Todopai, O Terrível, Pai da Batalha, sendo que Odin/Wotan/Woden vem o nome do dia da semana em inglês Wednesday (Quarta-feira) - Dia de Woden, isto é, Dia de Odin. 
Casado com Frigg, pai de Thor e Balder, é geralmente representado usando um grande manto balançando ao vento, sobre a cabeça um chapéu de abas largas escondendo o tapa-olho, leva nas mãos a sua lança Gungnir, forjada pelos anões, que tem uma característica peculiar: jamais erra o alvo. 
Outra representação do Deus o traz ladeado por dois corvos, Huginn (Pensamento, Entendimento) e Muninn (Memória), e por dois lobos, Geri e Freki. 

SIF 

Sif é a Deusa da excelência e habilidade em combate, e é retratada como uma Deusa guerreira que aprecia os guerreiros leves e habilidosos, que não dependem só da força bruta, esposa de Thor, com quem teve duas filhas, Lorride e Thrud, porém antes de se casar com Thor, teve outro filho, Uller, que não se tem conhecimento de quem é o pai. 
Conta o mito que Sif tinha cabelos muito belos e que Loki, por pura maldade, corta-os, porém eles foram substituídos por cabelos de ouro confeccionados pelos anões, os quais enraizaram na cabeça da Deusa e começaram a crescer. 
Foi assassinada no Ragnarök mas não se sabe quando e nem por quem. 

SIGYN 

Deusa da fidelidade e da constância, esposa de Loki, com quem teve Narvi e Vali. 
Sigyn é representada como uma mulher gentil e amorosa com todos que a procuram, mas também tinha características fortes e era muito determinada., pois ficou conhecida por estar sempre ao lado do seu marido independente da ocasião, até quando ele foi preso em uma caverna com o veneno de uma serpente pingando sobre seu rosto, momento em que ela permaneceu segurando uma vasilha para evitar que o veneno caia sobre ele e minimizando seu sofrimento. 
Conta o mito que as pessoas que querem dedicar oferendas a Deusa, normalmente ficam segurando uma vasilha, honrando a memória da dedicação que Ela teve ao marido. 

THOR 

Filho de Odin e de Fjorgyn (uma deusa da terra, ou a própria Terra) e marido de Sif, é o sucessor de Odin na hierarquia dos Deuses, sendo o maior guerreiro e guardião de Odin. 
Thor é um dos Deuses mais amados e cultuados pelos povos nórdicos – tendo os Vikings se intitulado “O Povo de Thor” – é conhecido como o Deus do Trovão e dos Céus, associado aos partos bem sucedidos, bem como simbolizava a lei e a Ordem. 
É representado como um homem alto, muito forte, com barbas vermelhas, sempre empunhando um enorme martelo chamado Mjollnir - feito pelos anões e tem o poder de retornar às mãos de Thor após arremessado contra um inimigo, viajando em uma carruagem puxada por dois bodes chamados Tanngnost e Tanngrisni. 
O nome de Thor vem o nome do dia da semana em inglês Thursday (Quinta-feira) - Dia de Thor. 
Conta a lenda que certa vez o martelo de Thor foi roubado pelo Gigante Thrym, que na ocasião pediu como “resgate”, a mão de Freyja em casamento. Freyja recusa-se a desposar o gigante, dando a Heimdall a ideia de sugerir que Thor se vista como Freyja e vá ter com o gigante Thrym. 
Thor concorda em ser adornado como uma noiva, sendo levado para Jotunheim – mundo dos gigantes – por Loki, onde são recebidos com grande pompa por Thrym, acomodando a “noiva” em lugar de destaque na mesa. 
A “noiva”devorou oito salmões e um boi inteiro, e bebeu 3 barris de hidromel, deixando Thrym desconfiado, pois nunca viu uma mulher comer tão vorazmente. Loki responde que Freyja não comia a oito dias de tão nervosa que estava com a noite de núpcias. 
Satisfeito com a resposta, Thrym ordena que trouxessem o martelo Mjollnir e que o colocasse sobre o colo da noiva para que fosse abençoada com muitos filhos. Assim que Thor tem o martelo em seu colo, ele o empunha e revela-se como o Deus do Trovão, massacrando Thrym e todos os outros gigantes no salão. 

TYR 

Alumas fontes históricas dão conta que Tyr seria filho de Odin, porém outras de mesma grandeza apontam o Deus com sendo filho do gigante Hymir. 
O nome Tyr vem do dia da semana em inglês Tuesday – Terça – feira – Dia de Tyr, que é o Deus da Batalha. 
O mito traz como mais famosa aventura de Tyr, aquela que narra como ele veio a perder uma mão, a qual conta que uma das criações de Loki, o terrível lobo Fenrir, vivia solto em Asgard, mesmo sendo do tamanho dos outros lobos - ao contrário dos seus irmãos Jormungand e Hel -, sua ferocidade e periculosidade eram indescritíveis. Odin somente permitiu que ele ficasse em Asgard por ser semelhante aos lobos comuns. 
Em certo momento Fenrir começa a crescer de forma descontrolada, bem como vários oráculos predizem que o grande lobo irá, um dia, devorar o próprio Odin, o eu leva os Deuses decidem que Fenrir deveria ficar acorrentado. Para tal feito, Eles criaram uma poderosa corrente chamada Laeding e para poder chegar perto do lobo sem que ele desconfiasse que seria preso, o questionam se sua força é superior a da corrente, deixando o lobo envaidecido e permitindo-se ser amarrado por ela. 
Os deuses o amarram firmemente com a corrente poderosa, porém o lobo enche o peito e a corrente arrebenta, ficando estraçalhada no chão. Porém uma segunda corrente foi feita, ainda mais forte e pesada do que a primeira, e é chamada de Dromi. Fenrir é novamente desafiado, e com maior dificuldade, também arrebenta a segunda corrente. 
Odin, em sua sabedoria infinita contrata os anões para confeccionar algo para prender definitivamente o lobo, com a promessa de ouro e riquezas. O mensageiro Skirnir é enviado a Svartalfheim – mundo dos anões – e retorna com uma estranha corrente: uma fita macia e maleável como seda e que é chamada Gleipnir, que é feita de 6 coisas inacreditáveis: "Do som que um gato faz quando caminha, Da barba de uma mulher, Das raízes de uma montanha, Dos tendões de um urso, Do hálito de um peixe e Do cuspe de um pássaro." 
Os deuses novamente procuram Fenrir e o levam até a Ilha de Lyngvi, situada no meio do Lago Amsvartnir. Lá, eles mostram a Fenrir a nova corrente Gleipnir, o que deixou desconfiado de ter sido o objeto feito com o uso de mágica, porém os Deuses prometem soltá-lo se ele não conseguisse se livrar. Fenrir, então, propõe que enquanto é amarrado, um deles deverá deixar a mão dentro de sua boca como prova da sinceridade. 
O único que tinha coragem para tanto era Tyr, que põe sua mão direita entre as mandíbulas do monstruoso lobo, e quando Fenrir começa a lutar contra a fita Gleipnir mais ele ficava preso nela e mais forte ela ficava. Furioso por ter sido enganado, Fenrir decepa a mão de Tyr. 

VALQUÍRIAS 

Algumas das fontes da mitologia nórdica apontam as Valquírias como as 9 filhas de Odin: Gerhilde, Helmwige, Ortlinde, Waltraute, Rossweisse, Siegrune, Grimgerde, Schwertleite e Brünnhilde. 
Brünnhilde é considerada como a líder das Valquírias, sendo também a favorita de Odin, que juntamente com suas irmãs são representadas como guerreiras usando capacetes e portando lanças, que cavalgam pelos céus sobre os campos de batalha recolhendo os guerreiros que morrem heroicamente e levando-os para Valhalla, onde eles aguardarão a chegada do Ragnarok, quando combaterão ao lado de Odin, formando um exército composto apenas de heróis destemidos.

13 de abril de 2013

Mitologia Celta

Um apanhado das principais divindades do panteão Celta:

AINE 
 
Conhecida como Aine de Knockaine, seu nome significa prazer, alegria e esplendor. 
Filha adotiva do Deus do Mar Manannan, é a Deusa do Amor, Fertilidade e do Verão, Soberana das Fadas, da Terra e do Sol. Irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos, que juntas alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício. 
Conta o mito que, o rei de Munster, chamado Aillill Ollum, era perdidamente apaixonado pela Deusa e, cego pelo desejo tentou violenta-la, o que levou Áine a matá-lo com sua magia, bem como a adotar uma regra de nunca relacionar-se com homens grisálhos. 
Após o acontecido, Ela teria se apaixonado por Finn Mac Cunhhall, que por ocasião de um feitiço, ficou grisalho. Áine, mesmo apaixonada, manteve sua promessa/regra. 
Representada como uma bela jovem de cabelos longos e dourados, vezes com asas de fada, até mesmo como uma égua avermelhada, visto sua associação com o solstício de verão. 

AIRMID 

Contam as lendas que Airmid era filha de Diancecht divindade da medicina, famosa por ter colhido 365 talos que cresceram sobre a tumba de seu irmão Miach e ordenado de certa maneira que formavam um manto majestoso, o qual era capaz de curar qualquer doença existente no mundo. 
Diancecht (que tinha matado Miach) ficou enciumado pelo poder do manto da filha, misturou todos os talos, tirando-os da ordem, causando a perda do conhecimento da cura de todas as doenças do mundo. 


BELENUS 

Os celtas possuem diversos Deuses da luz e do fogo, além de Belenus, Beletucadrus, que foram batizados com a palavra “BEL” que significa “o brilhante”. 
Belenus é o Deus Celta do Sol, que no dia 1 de maio (hemisfério norte) e 31 de outubro (hemisfério sul), tem seu nome acalmado e celebrado juntamente com Beltane, ou Fogo de Bellenos, uma festa de purificação e fertilidade. 
Belenos tinha ligação, além de purificações e fertilidade, com a ciência, a cura, a fontes térmicas, ao fogo, ao sucesso, a prosperidade, a colheita e a vegetação. 
Representado por um jovem forte, sempre brilhante, cabelos longos e dourados, coroado com o próprio sol. 

BRIGIT 

Associada ao Sabbat de Imbolc, Brigit ou Brig, Brighid ou Blid que significa “poder, renomes, feroz flecha de poder”, frequentemente era chamada de Deusa Tríplice ou As Três Damas Abençoadas, a qual é a divindade irlandesa do fogo, fertilidade, lareira, artes e ofícios femininos, da cura, dos médicos, a agricultura, da inspiração, da aprendizagem, da poesia, da adivinhação, da profecia, da arte da forja, da criação do gado, do amor, da feitiçaria e do saber oculto. 
Conta o mito que suas sacerdotisas eram chamadas de “prostitutas sagradas” e eram incumbidas de cuidar do fogo sagrado. 

CERRIDWEN 

Cerridwen ou Caridwen, formosa Deusa da Lua, a Grande Mãe, senhora dos grãos e toda a natureza, bem como da morte, da fertilidade, da regeneração, da cura, das águas, da inspiração, da astrologia, das ervas, da ciência, dos encantamentos e do conhecimento. 
O Caldeirão, seu símbolo mais marcante, é onde Ela prepara suas poções, considerado o útero divino da Grande Mãe, de onde nascem os encantamentos. 
Conta o mito que os antigos bardos, em sua iniciação, saiam em uma perigosa busca pelo Caldeirão de Cerridwen, o que mais tarde os cristãos usaram para originar a busca pelo Graal. 
Seu símbolo é uma porca branca, a comedora de cadáveres, uma representação nefasta da lua. 

CERNUNNOS 

Um dos mais antigos Deuses Celtas, cujo nome significa “com a testa adornada de chifres), senhor dos bosques e de todos os quadrúpedes, selvagens ou domésticos, exceto os cavalos, bem como da fertilidade e da abundância. 
Mais comumente chamado de Deus Cornudo, tinha vários símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar sua divindade, sejam a espada, os chifres, lanças de guerra, a foice, a flecha, o tridente, facas entre outros. 
Entre os animais associados ao culto de Cernunnos está o touro, o cão, a cobra, o peixe, o dragão, o lobo, o javali, a águia, o falcão ,o tubarão, os lagartos e o cervo. 
Uma das primeiras representações de Cernunnos, bem como uma das mais conhecidas, é uma gravação em rocha encontrada no norte da Itália, datada de aproximadamente do século IV a.e.c, a qual ele aparece como um ser de aspecto antropomorfo – forma assemelhada a de um homem, adornado de dois chifres na cabeça e dois torques – uma espécie de colar torcido com as extremidades em forma de argola – em cada braço. 

DAGDA 

Considerado o Senhor dos Céus e pai de todos os deuses e dos homens, seu nome significa “o bom Deus”. Senhor da vida e da morte; deus da magia, da terra, do renascimento; mestre de todos os ofícios; senhor do conhecimento perfeito. 
Deus da proteção, dos guerreiros, do conhecimento, da profecia, do tempo, das artes, da iniciação, do sol, das curas, da prosperidade, da abundância, da música e patrono dos sacerdotes. 
A lenda diz que é o possuidor de um caldeirão chamado “O-que-não-seca”, o qual fornece quantidades ilimitadas de alimento. 
Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava – tipo de porrete – tão poderoso que refletia-se nele próprio dando a impressão de ser dois. 

EPONA 

Epona é considerada uma Deusa da Fertilidade, vista uma de suas representações com uma quantidade de milho em seu colo, bem como uma Cornucópia, vista constantemente acompanhada de cavalos e de pássaros, especialmente corvos. 
A muito tempo, quando as lendas eram um misto de verdade com o tempo, os antigos britânicos consideravam o cavalo sagrado e, apenas os abatiam e comiam sua carne em eventos solenes. 
Da mesma sorte de crença, na Dinamarca o cavalo era considerado a própria reencarnação do espírito do ano solar, filho da Deusa Égua, o que rendia a Epona celebrações e títulos como Deusa Mãe, da Fertilidade, da Guerra, da Liderança, bem como Deusa da Boa vida pós-morte. 

LUGH 

Além de guerreiro, o Deus dos raios do Sol e da luz era o melhor artesão, o que lhe deu a oportunidade de criar diversas armas mágicas - inclusive uma espada que pode cortar qualquer coisa. 
É associado como divindade de vários aspectos, tais como Deus da magia, do renascimento, do relâmpago, da água, das artes e ofícios, das viagens, dos ferreiros, dos poetas e músicos, dos historiadores, dos feiticeiros, da vingança, da iniciação e da guerra. 
Sua festa é o sabbat Lammas ou Lughnassadh, o festival das colheitas., sendo associado aos corvos e ao veado branco. 
Conta a lenda que em uma incrível batalha, Lugh teria assassinado o líder dos Formorians, uma divindade chamada Balor. 

MORRIGAN 

Deusa, que no seu aspecto escuro, é a deusa da guerra – é comparada às Valquírias da mitologia nórdica -, do destino e da morte, Rainha dos espíritos e das fadas, representa o aspecto Anciã da Deusa. 
Considerada a Deusa dos rios, lagos e água fresca, da magia e da profecia, associada com a vingança e a morte no campo de batalha, anunciada com a chegada dos corvos atraídos pelos mortos, embora tenha associação com o gado e com a fertilidade do campo. 
Morrigan é conhecida pela capacidade de mudança de forma, transformando-se em animais, se for um corvo e anuncio de morte. 

SCATACH 

Patrona dos Ferreiros, da cura, da magia, da profecia, das artes marciais, tinha uma escola de artes da guerra na Ilha de Skye, onde todos os famosos guerreiros da Irlanda teriam sido treinados – somente aqueles que tiveram coragem pra isso, pois ela era considerada dura e impiedosa e a maior guerreira de todos os tempos. 
Os guerreiros que ela concedia treinamento passavam por três etapas no treinamento: 
- Armamento: conhecimento e aprendizado da utilização de todas as armas disponíveis; 
- Cognominação: o guerreiro adotava um novo nome; 
- Iniciação Sexual: o guerreiro iniciava as suas relações sexuais pela própria Deusa. 

SUCELLUS 

Em várias frações do mito, Sucellus é reconhecido como o Rei dos Deuses, representando a fertilidade da terra, associado a agricultura. 
Seu nome significa “o que bate bem”, ligado estritamente a sua representação, visto que carrega um martelo de cabo longo, que com o qual é usado para bater na terra e acordar as plantas, ligando-o diretamente com o início da primavera e época do plantio. 
É casado com a Deusa da água Nantosuetta – mulher muito bela, de cabelos cacheados e soltos, que sempre carregava uma cornucópia, símbolo de abundância – também associada à fertilidade e a segurança do lar, que segundo o mito, gerava águas curativas e revigorantes. 
Sucellus é representado como um homem barbudo, forte, vestindo apenas uma pele de lobo, sendo que poderia aparecer com vestes adornadas de círculos e cruzes, ficando associado aos céus, bem como aparecia segurando um tonel de vinho ou uma taça, o que o associava ao chefe dos banquetes dos Deuses e padroeiro das bebidas alcoólicas. 

TARANIS 

Muito adorado no mundo celta, é o Deus do trovão, que sempre atravessa o céu em uma carruagem, sendo os relâmpagos as faíscas produzidas pelos cascos dos cavalos, enquanto o som do trovão é o barulho das rodas da carruagem. Taranis é mencionado, juntamente com Esus e Toutatis (Teutatis), como parte de uma tríade sagrada, pelo poeta romano Lucano em seu poema épico Farsália. 
Aponta o mito que Taranis era o responsável por todas as intempéries e desgraças da terra, visto que era o governante supremo dos céus, senhor das tempestades e dos trovões, o que levavam os humanos a realizar diversos sacrifícios, inclusive humanos para saciar sua sede de sangue. 
Entre as diversas representações do Deus, a mais conhecida é de um homem de cera idade, porém forte, barbudo, portando uma roda de carroça com 8 raios em uma das mãos e um raio na outra. 
O simbolismo da roda refere-se aos sons das tempestades – trovão, bem como as estações do ano, as quais estavam ligadas diretamente ao relacionamento de Taranis com Duir, que era um espírito feminino representado pela árvore sagrada para os Celtas, o carvalho.

Mitologia Romana



Um apanhado geral sore as principais divindades.



BACO


Filho de Júpiter e Semele é o Deus do vinho e do delírio místico resultante da bebedeira, aquele que liberta as inibições humanas.
Conta o mito que nasceu na ilha de Naxos, sendo levado até as ninfas por Mercúrio, para que estas o alimentassem. Assim que adulto, aprendeu com Sileno o cultivo das videiras, bem como com as Musas a dança e a música.
Em sua vida teve diversas aventuras e perigos, seja quando enfrentou os Gigantes que tentavam conquistar a morada dos Deuses, os quais enfrentou na forma de um feroz Leão; até sua peregrinação pelo deserto da Líbia, quando se viu acuado e desorientado, clamando à Júpiter por ajuda, o qual lhe mandou um carneiro que o guiou até uma fonte de água para matar a sede.
De volta a Grécia, desposou Ariadna, filha do rei de Creta Minos, a qual teria sido abandonada por Teseo na mesma ilha do nascimento do Deus.
Além de toda fama de ser um Deus de diversões e libertinagens, Baco também possui um lado negro, o qual puniu exemplarmente todos os que lhe negavam o reconhecimento como um Deus.
Baco é representado como um jovem de aparência saudável, sempre corado pela ingestão do vinho, adornado com folhas de videira/hera/cipó na cabeça, segurando em uma das mãos cachos frondosos de uva, e na outra uma taça ricamente adornada.

CERES

Filha de Saturno e Ops, representa a deidade dos frutos e da terra cultivada – agricultura – que juntamente a Baco, viajou pela Terra ensinando os homens a arte de cultivar e colher da terra.
Com um mortal de nome Iásio teve Pluto, Deus das riquezas, e com Júpiter teve duas filhas, Ferefate e Proserpina, a qual foi raptada por Plutão enquanto colhia flores, deixando Ceres inconsolável, o que a levou a uma caminhada sem fim pelos quatro cantos do mundo atrás de sua filha, carregando nas mãos uma tocha acesa no vulcão Etna.
Cansada de tanto andar, tomou asilo na corte de Celeo, que foi retribuído pela hospitalidade com a dádiva da agricultura. Partindo novamente, Ceres se dirigiu a Lícia, onde irada com os camponeses da localidade por ter sujado as águas do lago que iria beber, os transformou em rãs.
Depois de quase ter perdido todas as forças, ficou sabendo pela Ninfa Aretusa, que sua filha se tornara a esposa de Plutão, obrigada a permanecer no submundo. Assim, clamou a Júpiter que resgatasse sua filha.
Mercúrio, incumbido do resgate de Proserpina, desceu ao inferno, porém não retornou com a Deusa sequestrada, pois esta teria comido um grão de romã, o que a tornou ligada para sempre ao inferno. Para consolar Ceres, ficou estabelecido que sua filha ficariaa metade do ano com o marido, uma época em que a terra adormece, e a outra metade com a Mãe, época de colheita e vida da terra.
É representada como uma mulher madura, de cabelos longos, em pose de caminhada, com vestes longas, de luto no inverno e outono e irradiante na primavera e verão.

DIANA 

Filha Júpiter e Latona, irmã gêmea de Febo, fica conhecida como uma Deusa da Lua, da caça e da Castidade, tendo em seu grupo de seguidoras 60 Oceânidas e 20 Ninfa – bem como a temida matilha de lobos – que como a Deusa renunciaram ao casamento e fizeram votos de castidade.
Uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo era o Templo de Diana em Éfeso, composto por 127 colunas de mármore de 20 metros de altura cada uma. Duzentos anos mais tarde foi destruído por um grande incêndio.
Conta o mito romano que o conjunto de todos os planetas representa a Alma, porém a Lua – símbolo da Deusa Diana - a representa por excelência, ligando a divindade a assuntos referentes aos mistérios da vida.
Diana aparece representada por uma jovem que aparenta ser indomável, porém serena, acompanhada por um cervo ou lobos, com o arco e flecha nas mãos.

FEBO

Filho Júpiter e Latona, irmão gêmeo de Diana, Deus do Sol, da Verdade, da Música e da Profecia, associado a termos filosóficos como "Conhece a ti mesmo" e "Nada em excesso". Comandante da Musas e os Oráculos, presidia toda Cura e Purificação.
Seu nome tem raízes em fos – grego – “luz” e bios – grego – “vida”, Luz da Vida, daí veio sua ligação com o Sol.
Logo após seu nascimento, Febo matou a serpente Píton em Delfos, lugar onde foi construído um dos seus mais incríveis e majestosos templos.
Entre seus tantos filhos, o seu mais querido e também o mais conhecido é o deus da medicina Esculápio.
É representado com raios luminosos ao redor da cabeça, montado em uma espécie de biga puxada por quatro cavalos brancos, com a qual percorre os céus levando a Luz da Vida.

JUNO



Filha de Saturno e Ops, esposa de Júpiter, Deusa patrona das mulheres, protetora do casamento e dos filhos.
Juno também é o nome de um asteroide que na astrologia relaciona-se a assuntos conjugais e relacionamentos amorosos.
Juno e Júpiter tiveram 4 filhos, Lucina, Deusa dos partos e gestantes, Juventa, Deusa da juventude, Marte, Deus da guerra e Vulcano, Deus do fogo e da forja em metais (que teria ficado coxo por ser feio e pois isso foi atirado dos céus por sua mãe)
Juno é uma Deusa muito orgulhosa, e por isso coleciona várias rivais, entre elas Calisto, que por sua beleza incomparável despertou em Juno a inveja, transformando a moça em uma ursa, que mais tarde foi transformada em constelação – Ursa Maior – juntamente com seu filho Arcas – Ursa Menor –, um exímio caçador que quase apunhalou a própria mãe – em forma de urso – quando esta tentava abraçá-lo.
O pavão é a ave símbolo da Deusa, e conta o mito que sua calda possui olhos por causa de Argos, um mostro dom mais de 100 olhos que foi incumbido pela própria Juno de guardar Io, uma das conquistas de Júpiter, transformada em novilha. Júpiter sabendo da punição de Io, mandou Mercúrio matar Argos – contou-lhe diversas histórias e cantou-lhe tantas músicas que o monstro adormeceu e fechou todos os olhos – cortando-lhe a cabeça.
Juno entristecida pela morte de seu mais querido e fiel monstro recolheu todos seus olhos e os colocou na cauda de seu pavão, onde permaneceu até os dias atuais.
O nome Juno significa protetora, reconciliação, comprometimento, amores legítimos, casamento, fecundidade, fidelidade, monogamia, parceria e igualdade.
Representada por uma mulher de beleza familiar, com ares de imponente, coroada ricamente, vezes em sentada em um trono, vezes em pé. O mês de junho tem este nome em homenagem a Deusa Juno.

JÚPITER


Filho de Saturno e Ops, é o grande protetor de Roma, senhor dos céus, da chuva, dos raios e Supremo Rei dos Deuses.
Recebe esse nome em referencia ao planeta Júpiter, que é o maior de todos os planetas em tamanho em massa, ressaltando assim a grandeza e majestade do Deus Supremo.
Seu pai Saturno herdou o reinado do universo de Titã, com a condição de que não tivesse herdeiros homens, pois isso seria sua destruição, ou se os tivesse os devorasse.
Ops, Deusa da Oportunidade sofria imensamente a cada filho seu devorado por seu marido, grávida de Júpiter fugiu para ilha de Creta para dar a luz. Porém Saturno descobriu e exigiu a criança para devorá-la, sendo enganado pela Deusa que lhe entregou uma pedra embrulhada em panos.
Júpiter já adulto dirigiu-se a Saturno para que fosse reconhecido como seu filho, o que chegou ao conhecimento de Titã, que reconheceu a quebra da condição por parte de Saturno, empossando assim Júpiter como Rei dos Deuses.
Feito senhor absoluto do mundo, assumiu o reino dos Céus, deu os mares a Netuno e os Infernos a Plutão.
Já quanto aos amores e filhos do Rei dos Deuses, há uma lista de grandes nomes divinos e heróis herdeiros da divindade: Marte, Minerva, Vênus (filhos de imortais), Baco (filho da mortal Seleme) Minos, Radamante e Sarpedion (filhos da princesa Europa) Hércules (filho de Alcmena).
Representado como um homem forte, de cabelos e barba longa e branca, majestoso e portador do raio primordial.

MARTE 

É pai de Rômulo, fundador de Roma, consagrado Deus das colheitas e da guerra.
Conta o mito que Juno enciumada por ter Júpiter “criado” Minerva em seu crânio, tentou a Deusa copiar tal façanha criando um filho sem o concurso de qualquer hme, seja mortal ou divino. Saiu então em busca da solução para tal façanha, o que lhe causou muita fadiga, abrigando-se no templo da Deusa Flora para repousar.
Assim, curiosa pelo motivo da viagem, a Deusa Flora perguntou a Juno o que estava procurando. Ao saber do desejo de Juno, Flora lhe deu uma magnífica flor, a qual engravidaria qualquer mulher que a tocasse.
Com o nascimento de Marte, Juno lhe entregou aos Dáctilos – exímios guerreiros -, que o treinaram, tornando-se um guerreiro astucioso e mestre dos combates.
Marte teve inúmeras amantes, porém uma delas se destacava, Vênus, esposa de Vulcano, com quem teve 2 filhos, Cupido e Harmonia – esta última mortal.
Os Romanos lhe prestavam honrarias e diversos cultos, considerando-o um Deus Nacional por ser pai de Rômulo e Remo – ligados à fundação de Roma.
Aparece representado como um jovem se aparência feroz, armado com uma lança, um escudo e um capacete.

MERCÚRIO

Filho de Júpiter e da Atlântida Maia, é o Deus do comércio, das estradas, da eloquência e principalmente o mensageiro dos deuses
Recebeu esse nome por ser o mais rápido entre os deuses, bem como a relação na astrologia, pois Mercúrio é o planeta mais rápido de todos, completando uma revolução – volta completa em torno do sol – em aproximadamente 88 dias.
Frente a todas as atribuições divinas, Mercúrio era o que mais as detinha, sendo o intérprete e ministro fiel de todos os demais Deuses, sobretudo de Júpiter; conduzia aos infernos as almas dos mortos, bem como as trazia de volta quando necessário.
Conta o mito que logo depois de nascido, Mercúrio teria saltado do berço e fugido da caverna onde estava e, ao encontrar uma tartaruga a matou e com o casco fez sua famosa lira. 
Entre suas peripécias quando pequeno, uma das mais famosas foi o roubo de 50 novilhos de Febo, que usou a artimanha de colocar panos nos pés e voltar de costas pelo mesmo caminho que tinha feito, pisando nas mesmas pegadas.
Assim que foi descoberto, foi levado a presença de Júpiter pelo próprio Febo, confessando o roubo e revelando onde escondeu os animais, bem como começou a tocar sua lira para acalmar a fúria de Febo, que ficou extasiado pelo instrumento, impondo uma barganha: ficava com a Lira e entregava o seu Caduceu.
É representado por um jovem de estatura menor – comparado com os demais Deuses – portando o Caduceu em uma das mãos, com um chapéu e sandálias aladas.

MINERVA 

Filha de Júpiter, tirada já adulta de seu crânio, parte integrante das 3 Deusas virgens: Minerva, Diana e Vesta, é a Deusa dos artistas e da inteligência, protetora da indústria.
Aponta o mito que ela seria a inventora da Flauta, hábil instrumentista, porém a rejeitou quando percebeu o quanto desfigurado ficava seu rosto ao encher as bochechas de ar para tocá-la.
Os romanos atribuem a Minerva o conceito de misericórdia, o domínio da Lei, a Prudência e Sabedoria, bem como de toda estratégia, seja na urbanidade ou nas artes bélicas.
Minerva e Netuno disputaram entre si quem seria o patrono da nova cidade que o rei Cécrope havia mandado construir em Ática, cabendo a honrria àquele que fizesse algo de maior beleza e significado. Assim Minerva golpeou a terra com sua lança, fazendo nascer ali uma Oliveira em flor, já Netuno brandiu seu tridente sobre a terra e fez surgir um Cavalo Alado. Os Deuses que presidiram a disputa decidiram por Minerva, pois a Oliveira em Flor era o símbolo da Paz.
Minerva é representada como uma mulher jovem, muito bela, com um capacete na cabeça, escudo em uma das mãos e uma lança na outra, bem como algumas vezes com uma Coruja em um dos ombros.

NETUNO 

Filho de Saturno e Ops, irmão de Júpiter e Plutão, que logo ao nascer foi engolido pelo pai, e vomitado logo após graças a uma beberagem que Métis deu a seu pai.
Recebeu esse nome em correlação ao planeta Netuno, possuidor de uma cor azul belíssima, bem como em referencia ao seu reino, visto que é o Deus do Mar.
Netuno aparece representado como um homem forte, com barba e cabelos compridos, sem muita suntuosidade, portando um Tridente nas mãos, em pé sobre uma biga puxada por seus inseparáveis cavalos.
Por ser responsável desde as mais terríveis tormentas e tempestades até as ondas mais pacíficas, infunde mais temor do que admiração, com cultos quase exclusivos dos navegantes e homens do mar.
Aponta o mito que Netuno é o Deus que sustenta o planeta em que vivemos, pois o oceano rodeia a Terra e a suporta firmemente, criando as encostas, praias e baías.
Diferentemente de seu correspondente grego Poseidon, Netuno não possui grande numero de fatos históricos registrados, apenas algumas lendas que apontam seus ladeados como tritões, sereias e ninfas da água.
Netuno teve diversos casos amorosos, porém a principal esposa foi Anfitrite, uma Nereida que lhe deu como filho os tritões, monstros marinhos com rostos humanos barbados e com caudas como a dos golfinhos. 
Com Toosa teve Polifemo, com a Medusa teve Pegaso e Crisaor e com Clito teve Atlas.

PLUTÃO 

Filho de Saturno e Ops, irmão de Júpiter e Netuno, Deus dos Infernos.
Associado ao planeta plutão, o mais obscuro e distante do sol de todos, aquele em constante escuridão. Daí veio o mito de seu grande poder de invisibilidade.
Temido pelos seus súditos, odiado pelos mortais, ficou renegado ao mundo dos mortos por ordem de seu irmão o soberano do Universo Júpiter.
Casado com Proserpina, filha de Ceres, a qual raptou levando-a para os infernos, onde a fez comer um bago de romã, prendendo-a eternamente ao submundo, pra onde volta sempre depois de passar uma temporada do ano com a mãe.
Representado por um homem de feições duras, meia idade, barcas e cabelos longos e escuros, vestido pesadamente com túnicas negras e grossas, ladeado por Cérbero – cão infernal de 3 cabeças – ou por uma de suas criaturas infernais, na cabeça seu famoso capacete que lhe da a capacidade da invisibilidade.

VÊNUS

Filha de Júpiter e Dione, Deusa do Amor, da beleza, da pureza feminina.
Recebe esse nome em referência ao planeta Vênus, que é o objeto mais brilhante e belo no céu noturno.
No século II foi associada à Afrodite da mitologia grega, visto que as características e lendas seguiam sem grande diferença, relacionadas ao amor, beleza, desejo e fertilidade, que desempenharam papel crucial em muitas festas e mitologias religiosas dos dois povos.
Foi casada contra sua vontade com Vulcano, e por essa razão cometia adultério constantemente com Marte – com quem teve Cupido -, até o momento em que foram pegos pelo próprio Vulcano no leito do casal. Também casou-se com Anquises, um príncipe troiano, com quem teve Eneias.
Todas as festas onde se serviam o prazer e o divertimento como prato principal eram dedicadas a Vênus, que se fazia presente acompanhada das Três Graças.
É representada por uma jovem incrivelmente bela, de cabelos longos e avermelhados, vezes nua, vezes com uma túnica leve que deixa um de seis seios a mostra.

VULCANO

Filho de Júpiter e Juno – em algumas partes do mito é dito como filho apenas de Juno – Deus do fogo e dos metais, que com o auxílio dos Cíclopes havia forjado o raio primordial de Júpiter.
Parte do mito da conta que Vulcano teria nascido deformado, e por esse motivo Júpiter o jogou dos céus e ao chegar a terra quebrou uma perna, ficando coxo para sempre, outra versão diz que foi jogado dos céus pela mãe por ter aparência desagradável.
Habilidoso manufatureiro, foi o responsável pela criação do Raio de Júpiter, do Capacete de Plutão e do Tridente de Netuno, ensinou aos homens a arte da forja.
Recebeu do próprio Júpiter a Deusa Vênus em casamento, porém não conseguiu desfrutar do matrimonio, visto as constantes traições de sua esposa. Quando soube das traições, armou uma armadilha em que criou uma malha de fio tão fino que chegava a ser invisível, porém muito resistente, e estendeu na cama, prendendo os amantes. Assim que os aprisionou, levou-os perante todos os Deuses para envergonhá-los. 
É representado como um homem de idade mais avançada, deformado e coxo, porém forte e habilidoso ferreiro.

Mitologia Grega

Fiz um apanhado geral sobre as principais Divindades.


AFRODITE 




Deusa do amor, beleza e da sexualidade, que na versão mais conhecida do mito, teria nascido em consequência da castração que Cronus realizou em Urano, e quando os órgãos genitais caíram no mar, formaram uma espuma que originou Afrodite. Há outra versão em que Afrodite é tida como filha de Zeus e Dione. 
Seus símbolos são o Pombo, o Cisne, a Romã e a Limeira, bem como frutas e ervas relacionadas a afrodisíacos. 
Afrodite é tão bela que a simples presença dela causa alvoroço entre os Deuses, o que levou a Zeus, temendo confrontos, casá-la com Hefesto, considerado o Deus mais estável emocionalmente, o que foi considerado um castigo perante a vaidade da Deusa. 
O casamento não durou muito tempo, pois Afrodite não aceitava o casamento forçado com um Deus feio e coxo, sendo impelida a traições constantes com Ares, com quem teve cinco filhos Anteros, Deimos, Eros, Harmonia e Fobos. 

APOLO 

Filho de Zeus e Leto, irmão gêmeo de Ártemis a Deusa da caça, possuía muitos atributos e funções, sendo descrito como o Deus da divina distância, que guardava o alto dos céus, assim ficando associado ao sol e a luz da verdade. . No tarô é o Arcano Maior XIX O Sol. 
Além de todas as associações ligadas a Apolo, apontam as histórias que ele fazia os homens conscientes de seus pecados, bem como era o responsável pela sua purificação. Ficou conhecido como o Deus que presidia as leis da Religião e das Constituições das cidades, e o patrono do oráculo mais famoso da antiguidade, o Oráculo de Delfos, sendo o Símbolo da inspiração Profética e Artística. 
Possuidor de inúmeras qualidades, Apolo também possui seu lado negro, visto que é diversas vezes associado a doenças e pragas, e responsável pelas mortes chamadas súbitas. A contrário senso era o estandarte da Medicina, das curas e da proteção contras as maledicências do corpo. 
Representado como um homem de idade mediana, atlético, vezes com um arco e flecha nas mãos, vezes com uma lira (instrumento de corda, as quais eram feitas de tripas ou tendões de boi ou carneiro, e a armação dos mais primitivos era de chofres de cabra). 
Contam os mitos que Apolo não tinha sorte em seus romances, visto que das diversas tentativas, quando havia uma chance de dar certo, uma grande tragédia ocorria. Teve como primeiro amor uma ninfa de nome Dafne, porém Eros, depois de ser desdenhado por Apolo de sua habilidade com o acro e flecha, lançou uma flecha de chumbo contra a ninfa, que a fez rejeitar Apolo. 
Da mesma maneira, Eros lançou uma flecha de ouro conta Apolo, que o fez amar com mais intensidade a ninfa, o que fez com que a ninfa clamasse a seu pai (rei Peneu), que a transformasse em um loureiro. Desta data então, Apolo tomou para si como símbolo a árvore. 
Adorna como seus estandartes além do próprio Sol, plantas como a Vinha, o Junco, o Girassol, o Jacinto, a Babosa, entre outras. 

ARES 

Conhecido como do Deus das Guerras, é filho de Zeus, de quem herdou a força colossal, e de Hera, de quem herdou o temperamento. Assíduo das brigas, guerras, batalhas, tem sua marca na brutalidade e violência com que agia. No tarô é o Arcano Maior VII O Carro 
Traz como seus símbolos alguns pássaros como o Abutre e o Pica-Pau, bem como os Cães de Guerra, Lobos e Serpentes Venenosas .É representado como um jovem atlético, portando um capacete de guerra e, as vezes uma lança com escudo. 
O Deus tinha como amante a Deusa do Amor Afrodite (esposa de Hefesto), com quem teve cinco filhos Anteros, Deimos, Eros, Harmonia e Fobos, sendo que Deimos (Pânico) e Fobos (Medo), constantemente o acompanhava nas batalhas. 
Mesmo tendo uma fama ruim, Ares era um grande protetor, sendo o único Deus que realmente protegia seus filhos, fato que não afastava nem ao menos diminuía o ódio que os outros Deuses têm por ele, até mesmo seus pais não o toleram. 
Um dos grandes desamores de Ares é por Atena, a Deusa das Guerras Estratégicas, visto que foi derrotado por ela diversas vezes em batalha, mesmo ele usando capacete, lança, escudo, couraça e uma carroça puxada por quatro cavalos que soltavam fogo pelas narinas. 
A lista a seguir aponta os supostos descendentes de Ares e suas mães: 
Mãe
Filho
Aglauros
Alcipe
Afrodite
Anteros
Deimos (Pânico)
Eros
Harmonia
Fobos (Medo)
Cirene
Diómedes
Harpina
Oenomaus
Otrera (Rainha das Amazonas)
Pentesiléia
Hipólita
Antíopa
Menalipe
Pyrene
Cicno
Biston
Astyoche
Ascalaphus
Ialmenus
Bistonis
Tereus
Eriteia
Eurytion
Mães desconhecidas
Melanippe
Thrax
Reia Sílvia (mitologia romana)
Remo
Rômulo

ARTEMIS 

Filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo, sendo incumbida das florestas, da caça e dos animais selvagens, a divindade da Lua e protetora da juventude feminina. Ao mesmo tempo em que é a Deusa da caça, protegendo os animais, especialmente os cervos, embora fosse virgem, virtude que foi defendida em vários mitos, protegia os partos. 
No tarô é o Arcano Maior XVIII A Lua. 
Artemis teria se apaixonado apenas uma vez, por um grande caçador de nome Órion, filho de Poseidon, que foi morto pela própria Deusa por engano em uma disputa egocêntrica que seu irmão Apolo a fez entrar. 
Em um dia de grande beleza, Apolo veio a Ártemis a desafiando a atingir com uma flecha um ponto negro no mar, que quase não se podia ver pela proximidade ao horizonte. Ártemis envaidecida aceitou e lançou a flecha, acertando o alvo, porém não sabia que se tratava de Órion sendo perseguido por um mostro gigante – Escorpião – que o próprio Apolo enviou. 
Muito triste pelo acontecido rogou a seu pai Zeus que salvasse a vida de seu amado, porém Zeus o transformou em uma constelação. Dessa maneira, toda vez que aparece a constelação de escorpião, a de Órion está sempre em sua frente, fugindo do monstro. 
É descrita como uma mulher alta, sempre com um arco e flecha rodeada por um matilha de lobos, acompanhada de diversas ninfas. 

ATENA 

Também conhecida como Palas Atena, é a Deusa da Guerra Estratégica, da civilização, da Sabedoria e da Habilidade. No tarô é o Arcano Maior XI A Força. 
A parte mais conhecida do mito diz que Atena é filha somente de Zeus, que teria devorado sua primeira esposa Metis – que estava grávida -, pois um oráculo lhe informara que seria destronado por um de seus filhos. Após esse episódio, Zeus tivera uma forte dor de cabeça e foi pedir ajuda a Hefesto, que lhe abriu o crânio, de onde Atena saltou já adulta. 
Diferente de Ares, que tinha prazer apenas na brutalidade no campo de batalha, Atena ligava-se ao combate individual, estratégia e batalha justa. Sendo diversas vezes representada como símbolo da vitória nas guerras. 
Atena teve um papel decisivo na criação da identidade da cidade hoje conhecida como Atenas (em sua homenagem, logo depois de derrotar Poseidon pelo patronato da cidade), bem como em toda cultura da Grécia Antiga, dando uma noção de que a cidade era amada pelos Deuses. 
Suas representações são tão numerosas, seja em pinturas, relevos, esculturas, estátuas, entre outras, que em sua maioria aparece como sendo uma mulher jovem, de aparência respeitável, imponente, portando um Elmo, uma Lança, um Escudo e uma Coruja, trajada com vestes longas e pesadas ou armadura de guerra. 

DEMÉTER 

Filha de Cronus e Reha, é a Deusa da Terra cultivada, das colheitas e das estações do ano, que juntamente com Dionísio peregrinou pela Terra ensinando os mortais a cultivarem o solo. No tarô é o Arcano Maior III A Imperatriz. 
Com seu irmão Zeus teve uma filha chamada Perséfone, que foi raptada e obrigada a se casar com Hades, deixando sua mãe desesperada, o que fez com que tornasse a terra por onde passava infértil e sem vida, ocasionado a morte dos animais, castigando as pessoas pela fome e doenças. 
Zeus, vendo o sofrimento dos homens, pediu ao irmão Hades que devolvesse a filha de Deméter. Hades concordou com o pedido do irmão, porém fez Perséfone comer algumas sementes de Romã, o que a fez obrigada a sempre voltar ao Submundo. 
Assim ficou estabelecido que Perséfone permaneceria metade do ano com sua mãe – a primavera -, e a outra metade com Hades – o outono. 
Deméter é representada como uma mulher madura, sentada segurando uma tocha ou uma serpente, ou mesmo tendo nas mão uma foice e espigas de milho. São seus símbolos a Espiga de Milho, o Narciso e a Papoula. 

DIONÍSIO 

Conhecido como o Deus dos Ciclos Vitais, das Festas, do Vinho. Filho de Zeus e da princesa Semele, é o único Deus Olimpiano provindo de uma mortal, a qual morreu carbonizada frente à visão da verdadeira forma de Zeus – por seu próprio pedido ao Deus - sendo que ainda estava grávida de 6 meses. Quando Seleme foi enviada para Hades, juntamente com o bebê, Zeus desceu ao Submundo e resgatou a criança, costurando-o em sua coxa para finalizar a gestação, assim nascendo Dionísio. 
Um dos Deuses mais populares, lhe sendo atribuído o patronato do Vinho – da intoxicação por bebidas alcoólicas e consequentemente dos cultos regidos por orgias - da Vegetação, da Fertilidade e também do Teatro. . No tarô é o Arcano Maior V O Papa. 
Dionísio é representado como um jovem, sempre com Folhas de Videira na cabeça, as vezes segurando uma Taça ou mesmo uma Moringa de Vinho. Já nas pinturas era representado como um jovem com o rosto avermelhado como se estivesse embriagado. 

HADES 

Filho de Cronus e Rhea, irmão de Héstia, Deméter, Hera,Poseidon e Zeus, ficou conhecido como o Senhor do Submundo e dos Mortos, o que lhe dava um papel “secundário” na mitologia, visto que Tanatos é o Deus da Morte, e também lhe proporcionada o ódio de todos os mortais. No tarô é o Arcano Maior XIII A Morte. 
Hades é o portador de um capacete mágico, feito pelos Ciclopes, que o torna invisível diante dos demais Deuses e dos vivos, capacidade que teria dado origem ao seu nome, visto que Hades em grego significa invisível. Traz como seus símbolos o Capacete da Invisibilidade e o Cipreste (espécie de árvore). 
A história de Hades não gerou muitas lendas diretas, a maioria era ligada às criaturas do seu reino, porém uma delas se destaca, qual seja a do seu amor por Perséfone filha de Deméter, a quem teria sido fiel e com quem nunca teve filhos. 
De maneira geral, Hades é considerado um dos Deuses mais reclusos, assim, seu nome era temido e raramente pronunciado, pois em seus domínios sempre havia espaço para as almas. Domínios que se dividiam em duas partes: Érebo onde as almas aguardavam o julgamento para receber seus castigos ou recompensas; e Tártaro local onde os Titãs estavam aprisionados, local dos sofrimentos . 
Seus domínios eram fortemente guardados por uma criatura chamada Cérbero, um cão gigantesco e monstruoso de três cabeças e cauda de dragão, o qual deixava as almas entrarem, mas nunca as deixava sair, bem como devorava os mortais que tentavam se aventurar pelo submundo. 
Hades é erroneamente associado como o Deus da morte, porém, é o Deus da pós-morte, comandando as almas depois da morte, assim, apenas Cronus e Ares são responsáveis pela morte. 

HEFESTO 

Há uma versão que conta ser Hefesto filho do casal Zeus e Hera, bem como outra afiliando Hefesto somente a Hera, que teria se enciumado do relacionamento extraconjugal de Zeus com Métis, e teria autogerado Hefesto por vingança. 
Da mesma sorte partilha a lenda de como Hefesto teria ficdo coxo, visto que uma versão conta que teria sido atirado do Olimpo pela própria mãe por ter nascido feio, e outra diz que Zeus o atirou na Terra por ter defendido Hera em uma das frequentes discussões do casal divino. 
Hefesto é conhecido como o Deus do Fogo, da Metalurgia, dos Artesãos e dos Vulções, tendo com seus símbolos um Martelo de Ferreiro, uma Bigorna e uma Tenaz. Foi o responsável pela criação e forja das Lendárias Armas Divinas dos Três Grandes do Olimpo, O Raio de Zeus, o Tridente de Poseidon e o Capacete de Hades. 
Alem destas, Hefesto fez o Elmo e as Sandálias Aladas de Hermes, a Cinta de Afrodite, o Escudo que Zeus usou na luta contra os Titãs, a Armadura de Aquiles, o Arco e Flecha de Eros, entre outros que as lendas contam. 
Já na questão amorosa, o Deus do Fogo teve suas atribulações, visto que sua aparência fez várias de suas pretendidas o rejeitarem, como fez Atena. Mesmo tendo aparência que desagradava, casou-se com Afrodite, uma das mais belas Deusas Olimpianas – um casamento arranjado por Zeus, visto as frequentes disputas entre os Deuses pela bela Deidade – com quem teve Eros. 
Afrodite não aceitava o casamento, visto que para vingar-se do acontecido, envolve-se com Ares, traindo Hefesto, porém as escondidas. Assim que Hefesto soube das promiscuidades da esposa, preparou uma armadilha no leito dos amantes, prendendo-os em uma rede inquebrável e invisível, levando-os perante os outros Deuses para humilhá-los. A partir desse fato Hefesto separou-se de Afrodite, desposando Aglaea, a mais jovem das Graças – Deusas do encantamento, da beleza, da natureza, da criatividade humana e da fertilidade da dança. 
A lista a seguir apresenta a filiação de Hefesto, bem como as respectivas mães: 
Mãe
Filho
Aglaia
Eucleia

Eutênia

Eufeme
Filofrósine
Etna
Os Palicos
Cabiro
Os Cabiros
Gaia
Erictônio
Anticleia
Perifetes
Cinia
Árdalo

Cércio

Óleno
Palemônio
Filoto
Pílio
Espínter

HERA 

Filha de Cronus e Rhea, irmã e esposa oficial de Zeus. Deusa do matrimonio e das mulheres casadas, e dos laços de família (marido e mulher). Sendo retratada constantemente como ciumenta, vingativa e violenta, visto que perseguia veementemente as amantes e filhos de seu marido como Hércules - o único filho de Zeus que ela não odiava era Hermes e sua mãe Maia, pois ficou surpresa com a sua inteligência e beleza. 
Na maioria das representações da Deusa, é apresentada como uma mulher majestosa, muito bela – o que lhe deu a chance de competição com Afrodite e Atena da mais bela entre as Deusas – com uma coroa alta e cilíndrica, tendo em uma das mãos uma Romã, símbolo da fertilidade. . No tarô é o Arcano Maior II A Papisa. 
Tem como seus símbolos o Pavão – imortalidade - , a Vaca, o Cuco – Zeus se disfarçou de cuco para conquistá-la, a Romã – fertilidade – o Lirio e a Coroa. 
Com Zeus teve 3 filhos Ares, Hebe e Hefesto – 9 algumas versões - dizem que Hefesto foi gerado apenas por Hera. 

HERMES 

Filho de Zeus com a ninfa Maia (uma das Plêiades), é conhecido principalmente como o mensageiro dos Deuses, mas também é o patrono dos pastores, viajantes, mercadores, pesos e medidas, atletas e ladrões. . No tarô é o Arcano Maior I O Mago. 
Conta a história que Hermes criou Flauta e a Lira, as quais deu de presente a Apolo quando este lhe ensinou as artes divinatórias, bem comoo foi o criador do Pugilismo (boxe) e do Pedestrianismo (caminhadas não competitivas na natureza). 
Como mensageiro dos Deuses, atua na interpretação da vontade dos mesmos em relação aos homens, executor das ordens diretas de Zeus, responsável por guiar as almas dos mortos para o mundo subterrâneo, e também estava associado com a transmissão dos sonhos aos mortais. 
Hermes é representado na maioria das vezes por um jovem bem apessoado, de porte atlético, com Sandálias e Capacete Alados, portando o Caduceu, que simboliza a detenção de plenos poderes como executor das ordens de Zeus. 
No tocante aos amores do Deus, a história tem várias lacunas, porém tem-se conhecimento que Hermes teve grande quantidade de amores com Deusas, Semideusas e Mulheres Mortais, e gerou numerosa descendência, além de tentar cortejar Perséfone, que o rejeitou, envolveu-se com Peitho, a Deusa da Persuasão, a qual tomou como esposa, e tomando-a como esposa; 
Segue a tabela da prole do Deus Hermes: 

Mãe
Filho
Afrodite
Hermafrodito (nascido menino, porém com o tempo se tornou andrógino)
Dríope ( uma das Pleiades)
Pã (Deus das Florestas)
Daeira
Elêusis
Karmentis
Evandro
ninfa não identificada
Dáfnis
Ocirroé, Kaikos; com várias Oréades
teve filhas ninfas
Aglauro, princesa da Ática
Kydon
Antianira
Ekhion e Eurytos
Aptale
Eurestos
Erytheia, princesa da Ibéria
Norax
Creusa ou Herse
Céfalo
Iphthime
Pherespondos, Lykos e Pronomos (sátiros)
Quione
Autólico
Khthonophyle, rainha de Sicião
Polybos
Klytie ou Theoboule
Mirtilo
Libye, princesa da Líbia ou de Náuplia
Lybis
Filodâmia, princesa de Argos
Pharis
Polymele
Eudoros
Thronia, princesa do Egito
Arabos

Além de todos os relacionamentos com Deusas, Semi-deusas e mortais mulheres, Hermes é conhecido por ter se relacionado com homens, sejam eles: Krokos, a quem matou acidentalmente em um jogo de disco, e depois transformou em uma flor; Anfião, a quem teria concedido o dom do canto e a habilidade de tocar Lira, por cuja arte operou prodígios, e Perseu, a quem também manifestou especial proteção. 

HÉSTIA 

Filha de Cronus e Reha, irmã de Hera, Deméter, Hades, Poseidon e Zeus. 
Apesar de ter sido cortejada constantemente por Poseidon e Apolo, jurou castidade perante Zeus, recebendo dele a honra de ser venerada em todos os lares, sendo incluída em todos os sacrifícios, permanecendo em paz em seu palácio, merecendo o respeito de Deuses e mortais. 
Apesar de estar de maneira secundária na história em geral, é admirada pelos demais Deuses, pois é a personificação da morada estável, lugar onde as pessoas se reúnem para honrar a fé, bem como representava a protetora das cidades e famílias. 
Nos lares das famílias ela esta presente nas chamas das lareiras (em caso de não haver lareira Ela estava representada em qualquer chama que se originasse direto do sol) 
Héstia é representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros, vezes sentada em um trono, vezes em pé. 

POSEIDON 

Irmão de Zeus que, como seus irmãos ( Héstia - a mais velha, seguida de Deméter, Hera e Hades) foi engolido pelo pai Cronus, assim que nasceram. No tarô é o Arcano Maior XVI A Torre. 
Conhecido como Senhor dos Mares, representado como um homem forte, com barba e na maioria das vezes com um Tridente nas mãos ou um Golfinho (seus símbolo são o Tridente, Cavalo Branco, Peixe e Concha de molusco), ficou escalonado como segundo em importância do Olimpo, pois para os gregos o comércio marítimo era uma peça fundamental da economia. 
Conta a história de que Poseidon se apaixonou por Anfitrite (filha da ninfa Dóris e de Nereu, um Deus dos mares primitivo, sendo considerada uma Nereida), porém esta recusava sempre as investidas do Deus, chegando ao ponto de fugir para as profundezas do oceano para não ser obrigada a se casar. Porém, com o tempo de reclusão mudou de ideia e aceitou casar-se com Poseidon, tornando-se assim, a rainha dos mares. 
O casal soberano dos mares teve um filho chamado Tritão, conhecido por aterrorizar marinheiros com o soar de sua Concha. Porém, Poseidon teve muitos outros filhos fora do casamento, o lendário Cavalo Alado Pégaso, gerado pela Górgona Medusa, motivo o qual sempre foi ligado aos cavalos, e dois que ficaram mais conhecidos pela inclinação à violência e crueldade, o Cíclope e o Gigante Órion. 
Um dos casos do Deus Poseidon foi com sua irmã Deméter, a qual foi perseguida por tempos e, para despistar transformou-se em uma formosa égua. Quando foi descoberta em sua caracterização, Poseidon transmutou-se em um garanhão, e juntos tiveram Arion, um magnífico cavalo que podia falar. 
Entre os Deuses, Poseidon tinha uma animosidade com a Deusa Atena, visto que perdeu a disputa para ser a Divindade Patrona da cidade hoje conhecida como Atenas. 
Poseidon e Apolo teriam ajudado o Rei de Tróia a construir os famosos muros da cidade, o qual teria prometido uma recompensa aos Deuses por tal feito, o que não ocorreu. Assim por terem sido enganados, Poseidon ficou muito enfurecido e enviou um mostro do mar à cidade, o qual saqueou todas as terras de Tróia. 
A lista a seguir aponta os supostos filhos de Poseidon, encontrada em uma das obras de Caio Júlio Higino, um escritor da Roma Antiga: 

Mãe
Filho(a)
Líbia
Agenor e Belo
Eurínome
Belerofonte
Temisto
Leuconoe
Alcíone
Hirieu e Ephoceus
Aretusa
Abas
Agamede
Dictys
Lena
Evadne
Oenope
Megareu
Calyce
Cygnus
Astipaleia
Periclymenus e Anceu
Tiro
Neleu e Pélias
Celaeno
Eupemus, Lico e Nicteu
Quíone
Eumolpo
Melite
Metus

ZEUS 

Filho de Cronus e Rhea, Zeus é o mais novo de seus irmãos (Héstia, Hades, Hera, Poseidon e Demeter), que traz como seus estandartes o Raio, a Águia, o Touro e o Carvalho. No tarô é o Arcano Maior IV O Imperador. 
Cronus teve diversos filhos com Rhea: Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon, porém, após ter conhecimento de que seria deposto como Governante do Universo por um de seus filhos, da mesma maneira que fez com seu pai, engoliu-os todos assim que nasceram. 
Assim que Zeus estava prestes a nascer, Rhea procurou auxílio de Gaia para que pensassem em uma maneira de salvá-lo, bem como punir Cronus por suas ações contra seu pai Urano e seus próprios filhos. 
Rhea fugiu para a ilha de Creta, onde deu a luz a Zeus, deixando-o escondido em uma caverna no Monte Ida, entregando a Cronus uma pedra enrolada em roupas de bebê, que ele prontamente engoliu. 
Segundo várias histórias, não se pode ao certo definir quem criou Zeus quando bebê, pois há rumores de que foi Gaia, ou uma cabra chamada Amaltéia, até mesmo por ninfas seja Adamantéia ou Cinosura, há também a versão que conta que fora criado por um casal de pastores. 
Zeus já em idade adulta teria desafiado Cronus e vencido, obrigando-o a vomitar seus irmão aprisionados (há também uma versão na qual Zeus teria cortado a barriga de Cronus e libertado seus irmãos). 
Achados importantes em um conjunto montanhoso entre a Grécia e a Albânia, especificamente em Dodona, localizado a 80 km a leste da ilha de Corfu, na região do Épiro, ao pé do Monte Tomaros no monte Pindo, trouxeram uma versão diferente sobre a esposa oficial de Zeus. 
No oráculo de Dodona, achados contam a historia de que Zeus tinha como esposa Dione, Deusa das ninfas, filha de Urano e de Tálassa, nascida do sêmen de Urano que caiu no mar e fecundou Tálassa; e com ela teria gerado Afrodite. 
Zeus é conhecido também por suas aventuras amorosas, o que frequentemente resultava em descendentes heroicos ou divinos, como é o caso de Perséfone, gerada por Deméter; as Musas (Calliope, Clio, Erato, Euterpe, Melpomene, Polyhymnia, Terpsichore, Thalia e Urania) gerados por Mnemosine; Ares, Hebe e Hefesto, gerados por Hera; Dionísio, gerado por Seleme; Heracles, gerado por Alcmene; Apolo e Ártemis, gerados por Leto; Epaphus – Apis, gerado por Io; Hermes, gerado por Maia – uma das Pleiades. 
A grande maioria das representações de Zeus era de um Homem muito forte empunhando um Raio, em pé e apoiado para frente, ou sentado em um trono, majestosamente afeiçoado. O que remete a cidade de Olímpia, Grécia (cidade que os Jogos Olímpicos eram realizados originalmente, sempre em honra de Zeus), onde havia muitas estátuas erguidas em sua honra, das quais a mais magnífica foi considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo. 
Zeus é tido como o Senhor dos Deuses, visto o fato de ter derrotado seu pai Cronus, é considerado o Pai dos Deuses e Homens, exercendo autoridade sob os demais Deuses, delegando a estes suas devidas funções.